NR-1
A fiscalização da NR-1 já começou: o que sua empresa precisa ter pronto
Desde 26 de maio de 2026, os riscos psicossociais podem gerar autuação. Veja o que a fiscalização olha e por que se adequar também traz ganhos para o negócio.
Por Equipe Selo Magna · · 2 min de leitura
A atualização da NR-1 pela Portaria MTE nº 1.419/2024 incluiu os fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais. Depois de um ano de caráter educativo, a fiscalização com possibilidade de autuação começou em 26 de maio de 2026.
Ou seja: não é mais uma tendência ou uma boa prática. É uma obrigação, e já está valendo. Explicamos a norma em detalhe em NR-1 e riscos psicossociais: o que sua empresa precisa fazer agora.
O que mudou na prática
Antes, saúde mental era tratada como assunto individual. O burnout era "problema do funcionário", e a empresa não tinha obrigação específica de olhar para isso.
Agora, a empresa precisa:
- Identificar os fatores de risco psicossociais no inventário do PGR.
- Avaliar esses riscos com método.
- Definir medidas de prevenção e controle, com responsáveis e prazos.
- Acompanhar se as medidas estão funcionando.
- Documentar tudo, de forma que possa ser verificado.
O que a fiscalização olha
A pergunta central de uma fiscalização é simples: a empresa conhece os riscos psicossociais do seu ambiente e está agindo sobre eles? Para responder, entram em pauta temas como:
- Sobrecarga e ritmo de trabalho.
- Assédio moral e sexual, e os canais para denunciar.
- Conflitos e qualidade da liderança.
- Falta de clareza sobre papéis e metas.
- Indicadores como afastamentos, faltas e rotatividade.
Um ponto de atenção: se a empresa tem sinais claros de adoecimento e não há registro de ação para preveni-lo, a fragilidade fica evidente.
Quanto custa ficar de fora
As multas seguem a NR-28 e são calculadas por item descumprido, considerando a gravidade da infração e o número de empregados. Um único problema pode se desdobrar em vários itens, como inventário incompleto, ausência de plano de ação e falta de treinamento.
Mas a multa costuma ser o menor dos custos. Ações trabalhistas, afastamentos, rotatividade e danos à reputação pesam muito mais.
Por que adequar-se é também uma oportunidade
As empresas que tratam a NR-1 apenas como papel a preencher gastam e não colhem nada. As que fazem um diagnóstico de verdade descobrem onde estão perdendo dinheiro: áreas com rotatividade alta, lideranças que adoecem as equipes, sobrecarga crônica.
Com isso em mãos, a adequação deixa de ser só custo de conformidade e passa a ser um plano para reduzir perdas. E a mesma estrutura serve de base para conquistar selos e certificações.
Sua empresa já tem os riscos psicossociais no PGR? Fale com a Selo Magna e entenda por onde começar.
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