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ROI

Saúde mental como investimento: como calcular o ROI

Número é a linguagem do negócio. Veja como transformar ganhos em turnover, faltas e produtividade em um cálculo de retorno que a diretoria entende.

Por Equipe Selo Magna · · 2 min de leitura

Programas de saúde mental costumam perder espaço no orçamento por um motivo simples: ninguém mostrou o retorno em números. E número é a linguagem do negócio.

A boa notícia é que boa parte dos ganhos pode ser medida com indicadores que a empresa já tem.

A fórmula

ROI = (ganhos − investimento) ÷ investimento × 100

O investimento é a parte fácil: diagnóstico, ações, treinamento de lideranças, canais de escuta e, se for o caso, o custo de um selo ou certificação. O desafio é medir os ganhos.

Onde medir os ganhos

Ganho Indicador Como transformar em reais
Menos rotatividade taxa de turnover saídas evitadas × custo por saída
Menos faltas absenteísmo dias recuperados × custo do dia
Menos afastamentos afastamentos do INSS afastamentos evitados × custo de cobertura
Mais produtividade metas, entregas, qualidade ganho de produção estimado

Os três primeiros são os mais confiáveis, porque a empresa já registra esses dados. O ganho de produtividade é real, mas mais difícil de isolar, por isso vale tratá-lo com cautela.

Um exemplo para visualizar

Imagine uma empresa de 100 pessoas, com 35% de rotatividade. Na nossa conta de quanto custa o turnover, cada saída custa cerca de R$ 15.610.

Se um programa estruturado reduzir a rotatividade para 25%, são 10 saídas a menos por ano:

10 × R$ 15.610 = R$ 156.100 de ganho

Se esse programa custar R$ 100 mil no ano:

ROI = (156.100 − 100.000) ÷ 100.000 × 100 ≈ 56%

E esse cálculo considera apenas a rotatividade. Somando a redução de faltas e afastamentos, o retorno tende a ser maior.

Os valores são ilustrativos. O resultado real depende da realidade de cada empresa.

O retorno não é imediato

Os primeiros meses são de diagnóstico e implantação. Os ganhos começam a aparecer conforme as ações amadurecem, geralmente primeiro nas faltas e no clima, depois na rotatividade. Por isso é importante medir o ponto de partida antes de começar: sem a linha de base, não há como provar o resultado.

Como apresentar para a diretoria

  1. Mostre o custo atual do problema, com os dados da própria empresa.
  2. Defina metas realistas para cada indicador.
  3. Calcule o retorno com premissas conservadoras.
  4. Combine o acompanhamento, com revisão periódica dos números.

Faça a conta com os números da sua empresa na nossa calculadora de custos ocultos ou fale com a Selo Magna.

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